Cabaz de alimentos sobe mais de dois euros numa semana. E o café está entre os produtos que mais aumentaram

Depois de ter atingido o valor mais baixo desde novembro do ano passado, custava esta quarta-feira 227,34 euros, mais 2,14 euros do que há uma semana (+0,95%).

Pedro Zagacho Gonçalves

O cabaz de 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROTESTE, que vinha numa série de quatro descidas de preço consecutivas, regressou às subidas de preço na última semana. Depois de ter atingido o valor mais baixo desde novembro do ano passado, custava esta quarta-feira 227,34 euros, mais 2,14 euros do que há uma semana (+0,95%).

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Comparando com o início de 2024, o cabaz está 8,70 euros mais barato. Mas, se olharmos ao período homólogo do ano anterior, verifica-se uma subida de preço em 15,40 euros, e ainda maior, de 43,71 euros, se compararmos com o preço do cabaz antes do início da guerra na Ucrânia.

Flocos de cereais, polpa de tomate e café torrado são os ‘campeões’ de aumentos da semana

Observando apenas a última semana, de 21 de julho a 7 de agosto, os produtos que mais tinham subido de preço foram os seguintes: flocos de cereais (22%), polpa de tomate (18%), café torrado moído (16%), atum posta em azeite (14%), cereais fibra (13%), massa esparguete (12%) salsichas frankfurt (12%), arroz carolino (11%), carapau (10%), leite UHT meio gordo (9%).

Olhando a categorias de produtos, os maiores aumentos percentuais, desde o início da guerra, foram registados na mercearia (33,00%, mais 13,91 euros) e na carne (27,59%, mais 8,90 euros).

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Café lidera aumentos no último ano

Comparando os preços do cabaz da última semana com o mesmo conjunto de produtos adquiridos há um ano, verifica-se que foram os seguintes produtos os que registaram maior incremento de preço: café torrado moído (34%), atum posta em azeite (30%), azeite virgem extra (26%), cereais fibra (24%), iogurte líquido (22%), massa esparguete (19%), peixe-espada-fresco (18%), novilho carne para cozer (17%), pescada fresca (16%) e alho seco (15%).

Pescada e azeite aumentam acima de 80% desde começo da guerra na Ucrânia

Já olhando aos preços do cabaz da última semana e comparando-os com o mesmo conjunto de produtos adquiridos a 23 de fevereiro de 2022, antes do conflito na Ucrânia, verificam-se que os seguintes produtos registaram os maiores aumentos de preço: pescada fresca (86%), azeite virgem extra (82%), açúcar branco (63%), polpa de tomate 60%), flocos de cereais (59%), arroz carolino (57%), batata vermelha (54%), salsichas frankfurt (49%), laranja (49%) e café torrado moído (46%).

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