Uma enorme mancha solar está a ficar progressivamente maior e crepitante, o que ameaça lançar poderosas erupções solares em direção à Terra.
A mancha solar, chamada ‘AR3780’, parece estar cada vez maior conforme viaja pelo Sol, marcando mais uma das muitas manchas solares que foram observadas durante o pico de frequência de manchas solares em 23 anos.
Atualmente no lado sudeste da nossa estrela, a mancha solar em breve estará no lado do Sol voltado para o nosso planeta: isso permitirá aos cientistas medir o seu tamanho com maior precisão, mas também poderá colocar-nos na linha de tiro para erupções solares e ejeções de massa coronal (CME).
A G3 (Strong) geomagnetic storm occurred on Sunday, 4 Aug, while flare activity continues to be expected through much of this week. Visit https://t.co/YLUbTRMxS6 for the latest information and forecasts. pic.twitter.com/CO3tkVZQMz
— NOAA Space Weather Prediction Center (@NWSSWPC) August 5, 2024
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Recorde-se que as manchas solares são áreas escuras na superfície do Sol causadas por intensa atividade magnética: surge geralmente em grupos e podem ser várias vezes maiores do que a Terra. Os campos magnéticos intensos dentro e ao redor das manchas solares podem tornar-se distorcidos e stressados – quando essas linhas de campo magnético se reconectam — num processo chamado reconexão magnética — libertam grandes quantidades de energia, que resultam numa erupção solar.
As erupções solares podem causar apagões de rádio, danificar satélites e afetar sinais de GPS, enquanto as CME podem desencadear tempestades geomagnéticas, que podem resultar em auroras boreais e cortes generalizados de energia.
De acordo com David Jess, professor de física solar na Queen’s University Belfast, na Irlanda do Norte, salientou que as “tempestades G5 são muito incomuns. Podemos esperar apenas três a quatro desses eventos ao longo da duração de um ciclo solar, que dura 11 anos. Curiosamente, não tivemos nenhuma tempestade G5 no último ciclo solar”. O máximo solar é uma fase no ciclo solar de aproximadamente 11 anos do Sol, durante o qual ele experimenta a maior frequência de manchas solares, erupções solares e outras atividades solares. O próximo máximo solar deve ocorrer entre o final de 2024 e o início de 2026.
“O sol tem tido surtos de atividade típicos de quando está próximo do máximo solar e provavelmente durarão um ou dois anos até geralmente se pôr, quando há menos manchas solares”, referiu Martin Connors, professor de ciência espacial e física na Universidade Athabasca, no Canadá, citado pela revista ‘Newsweek’.
É por isso que o sol está a experimentar uma alta de 23 anos em números de manchas solares, com uma média de 196,5 no mês passado, o maior número visto desde 2001.













