Depois de direccionar os seus esforços aos legisladores, Greta Thunberg aponta, agora, aos directores das empresas. Do sector público para o privado, a jovem activista sueca tem um novo alvo na mira: a Siemens. Embora se apresente ao mundo como defensora do ambiente, a empresa alemã tem sido uma das entidades no centro da tragédia na Austrália.
Segundo adianta a Fortune, a Siemens está envolvida num contrato ferroviário no valor de 18 milhões de euros relativo a Galilee Basin, na região de Queensland. É aqui que se localiza uma das maiores minas de carvão da Austrália, sendo que o projecto pretende precisamente ligar a mina à costa via comboio.
A Siemens não é responsável pela construção da linha ferroviária, assumindo apenas o lado da sinalética. Porém, é suficiente para estar na mira de Greta Thunberg e de quem a segue: a mesma publicação sublinha, que no contexto dos incêndios na Austrália, qualquer actividade relacionada com a indústria do carvão é vista com maus olhos.
Como resultado, jovens activistas associados a Greta Thunberg têm estado em protesto junto a edifícios da Siemens, além de promoverem a causa também online. A nova estratégia passa por confrontar directamente as grandes organizações com os seus erros ou decisões que possam não ser tão amigas do clima.
A Siemens mostra-se, porém, inflexível. A tecnológica não pretende desistir do projecto ferroviário: «Não existe praticamente nenhuma forma legal e economicamente responsável de voltar atrás no contrato sem negligenciar deveres fiduciários», explica Joe Kaeser, CEO da Siemens. «Quer a Siemens forneça a sinalética ou não, o projecto avançará», acrescenta o mesmo responsável.
A Fortune avança ainda que alguns activistas estão a investir na aquisição de acções de modo a terem uma palavra a dizer no caminho traçado pelas companhias. Com um lugar na estrutura accionista podem, pelo menos, questionar as decisões tomadas.














