PSI valoriza quase 10% desde o início do ano. Praça de Lisboa apresenta crescimento anual superior aos mercados europeus

O PSI encontra-se a apresentar resultados positivos durante o ano de 2023, tendo registado uma valorização de quase 10% desde o início do ano. Para além disso, a Praça de Lisboa apresenta crescimento anual superior aos mercados europeus.

André Manuel Mendes

O PSI encontra-se a apresentar resultados positivos durante o ano de 2023, tendo registado uma valorização de quase 10% desde o início do ano. Para além disso, a Praça de Lisboa apresenta crescimento anual superior aos mercados europeus.

De acordo com os dados da Maxyield, a earning season está a dar força ao PSI, que terminou o mês de outubro com o valor de 6.257,1 pontos, o que representa um significativo crescimento mensal de 2,7 % num contexto de forte quebra dos mercados internacionais.



No mês em análise, a banda de variação mensal do PSI oscila entre 18,3% da Greenvolt e -10,4% da Mota-Engil.

A apresentação dos resultados do terceiro trimestre foi assim bastante favorável às empresas cotadas, tendo o PSI aproximado do limite superior da faixa de variação [5750 – 6300], que constitui um referencial para níveis atingidos há 7 anos e o posicionamento dominante em 2022 e 2023.

“A evolução das retalhistas, do setor energético, das papeleiras e do BCP, com peso considerável no PSI, permitiu a performance obtida pelo índice, invertendo a quebra ocorrida no mês anterior”, explica a Maxyield.

As ações com crescimento mensal das suas cotações no mês de outubro foram a Greenvolt (18,3%), o BCP (11,2%), a Altri (6,6%), a Navigator (5,4%), os CTT (3,7%), a J. Martins (2,4%), a REN (1,7%), a Galp (1,2%), a Sonae SGPS (1%) e a EDP (0,9%).

Por outro lado, registaram-se quebras nas cotações da Mota-Engil (-10,4%), a Corticeira Amorim (-5,8%), a Ibersol (-2,9%), a EDP Renováveis (-2,1%), a Semapa (-1,8%) e a NOS (-0,8%).

Numa análise anual, o PSI ampliou o crescimento, tendo passado para uma valorização de 9,3% desde o início do ano. “O comportamento anual continua marcado por forte volatilidade a partir do mês de março”, sublinham, destacando os impactos da dividend season e o 2arrastamento” pela espuma de diversas marés vermelhas num contexto de incerteza internacional.

A banda de variação anual oscila entre 162,4% da Mota-Engil e -26,2% da EDP Renováveis com nove títulos em crescimento e sete sociedades com diminuição de valor. Em crescimento estiveram a Mota-Engil (162,4%), o BCP (97,8%), a Ibersol (21,4%), os CTT (17%), a GALP (12,7%), a Navigator (8,9%), a Semapa (8,1%), a J. Martins (7,9%) e a Corticeira Amorim (5,2%). Em quebra a EDP Renováveis (-26,2%), a Greenvolt (-19,1%), a EDP (-14,7%), a Altri (-8,7%), a NOS (-8,7%), a REN (-2,4%) e a Sonae SGPS (-0,6%).

O PSI ultrapassou em 2022 a histórica periodicidade bianual de bear`s market (2014, 2016, 2018, 2020) e a intermitência anual de variações positivas e negativas.

“Presentemente o PSI apresenta um crescimento anual superior aos mercados europeu, chinês e emergentes”, sublinha a Maxyield, acrescentando que “o fim do ciclo de subida das taxas de juro, com a manutenção no horizonte temporal em terreno restritivo e as perspetivas de evolução das principais economias, apontam para a continuação do bull market das bolsas mundiais em 2024 com maior dinamismo no 2º semestre”.

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