Uma das juízas do julgamento do ‘processo EDP’ já foi casada com um administrador de duas sociedades ligadas ao Grupo Espírito Santo, segundo avançou a ‘SIC Notícias’: Margarida Ramos Natário, segundo revelou o Conselho Superior da Magistratura, entende que não está em causa a sua imparcialidade e vai manter-se no cargo até ao fim do julgamento.
No banco dos réus estão Manuel Pinho e Ricardo Salgado – O antigo ministro da Economia, em prisão domiciliária desde dezembro de 2021, é acusado de um crime de corrupção passiva para ato ilícito, outro de corrupção passiva, um crime de branqueamento e um crime de fraude fiscal. A sua mulher, Alexandra Pinho, está a ser julgada por um crime de branqueamento e outro de fraude fiscal – em coautoria material com o marido -, enquanto o ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, responde por um crime de corrupção ativa para ato ilícito, um crime de corrupção ativa e outro de branqueamento.
A juíza, que já interrogou o antigo ministro da Economia, foi casada até 2014 com António Rio Tinto, antigo administrador da Espírito Santo Informática e da seguradora Tranquilidade – o casal está separado há quase uma década e tem três filhos em conjunto e, apesar da ligação familiar, a juíza entendeu não pedir escusa.
O Conselho Superior da Magistratura sublinhou que a questão não foi levantada porque “a juíza entende que não existe qualquer impedimento. Vai cumprir as funções de juíza adjunta até ao final do julgamento”. Já a defesa de Manuel Pinho salientou desconhecer a ligação e referiu que vai refletir sobre o assunto antes de tomar uma posição. Já o advogado da mulher do antigo ministro da Economia diz que vai reunir toda a informação para concluir se está em causa a imparcialidade.
De acordo com o canal televisivo, uma das testemunhas chamadas a tribunal pelo Ministério Público foi o presidente da Espírito Santo Informática quando o ex-marido da juíza era vogal na mesma empresa.














