Volkswagen desmente informação sobre saída de Winterkorn

Envolta num escândalo que gradualmente começa a assumir contornos globais, a Volkswagen já veio desmentir a informação colocada a circular ao início da tarde que dava conta da demissão de Martin Winterkorn do cargo de CEO da marca germânica. Recorde-se que a agência ambiental norte-americana (EPA) revelou no passado fim de semana que os modelos Jetta, Golf e Beetle da Volkswagen e o Audi A3 produzidos entre 2008 e 2015 e equipados com motores Diesel ‘EA 189’, estão munidos de um software que consegue adulterar os dados relativos às emissões de NOx para a atmosfera, que provaram ser até…

Pedro Junceiro

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Envolta num escândalo que gradualmente começa a assumir contornos globais, a Volkswagen já veio desmentir a informação colocada a circular ao início da tarde que dava conta da demissão de Martin Winterkorn do cargo de CEO da marca germânica.
Recorde-se que a agência ambiental norte-americana (EPA) revelou no passado fim de semana que os modelos Jetta, Golf e Beetle da Volkswagen e o Audi A3 produzidos entre 2008 e 2015 e equipados com motores Diesel ‘EA 189’, estão munidos de um software que consegue adulterar os dados relativos às emissões de NOx para a atmosfera, que provaram ser até 40 vezes superiores ao homologado.
Fruto dessa revelação, têm-se verificado focos de pressão para que Winterkorn se demita do seu cargo, algo que chegou a ser avançado pelo jornal alemão Tagesspiegel, que chegou mesmo a adiantar que o seu sucessor seria o CEO da Porsche, Matthias Mueller. Contudo, uma fonte da Volkswagen citada pela agência Reuters apelidou essa notícia de “ridícula”.
Contudo, a ‘crise’ da Volkswagen acabará por ser debatida na próxima reunião do Conselho de Administração do Grupo, prevista para sexta-feira, na qual, ironicamente, as previsões apontam para que o executivo alemão seja reconduzido no cargo por mais três anos, além de validarem o nome de Hans Dieter Pötsch para o cargo de chairman do Conselho de Supervisão do grupo Volkswagen em substituição de Ferdinand Piech.
A Volkswagen referiu hoje que existem cerca de 11 milhões de veículos afetados pelo esquema de adulteração nas emissões, tendo demonstrado total abertura para a resolução da questão com brevidade, ao mesmo tempo que lamentou a “quebra de confiança” para com os seus clientes. A repercussão desta polémica tem-se feito sentir de diversos quadrante, com a França a revelar também a sua intenção de reavaliar os modelos da marca para averiguar irregularidades, enquanto no mercado bolsista a queda das ações da marca tem também sido avultada.

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