Sem deixar de sublinhar que a empresa precisa de se adaptar às mudanças impostas pela pandemia, Le Maire defende que a fábrica francesa da Renault em Flins – que produz atualmente os Renault ZOE e Nissan Micra – não deve fechar e que deve encontrar uma estratégia que lhe permita manter o maior número possível de empregos em França, sem perder competitividade.
“sim, a Renault pode desaparecer, os grandes construtores industriais podem desaparecer. A Renault está a lutar pela sua sobrevivência”, assumiu Le Maire, acrescentando que o presidente da Renault, Jean-Dominique Senard, está a trabalhar empenhadamente num novo plano estratégico para o qual contou com o apoio do governo francês.
Contudo, Le Maire já tinha dado conta, em declarações ao jornal Le Figaro que ainda não havia assinado um empréstimo de 5 mil milhões de euros à Renault e que as conversações para este efeito ainda iam continuar.
O governo francês tem afirmado, desde o início da crise, que as fábricas francesas devem trazer de volta ao país mais produção de volta, em troca de apoio do Estado à indústria em dificuldades. O governo também tem vindo a frisar que estas empresas, entre elas a Renault, devem apostar em automóveis “mais ecológicos” com baixos níveis de poluição.
A Renault é parceira de uma gigante aliança com as empresas japonesas Nissan e a Mitsubishi Motors. Espera-se que esta aliança anuncie uma nova estratégia no próximo dia renovada em 27 de maio.
A Nissan está a considerar cortar 20 mil postos de trabalho de entre a sua equipa global, concentrando-se na Europa e nos países em desenvolvimento, informou a Kyodo, esta sexta-feira, enquanto a japonesa luta para recuperar da queda nas vendas de carros.




