“Don Fernando”: Jornal espanhol dá destaque a novo ministro das Finanças “premiado sem motivo aparente”

O jornal espanhol ‘ABC’ destacou esta quarta-feira o novo ministro das Finanças português, Fernando Medina, tecendo duras críticas ao governante e recordando antigas polémicas.  

Simone Silva

O jornal espanhol ‘ABC’ destacou esta quarta-feira o novo ministro das Finanças português, Fernando Medina, tecendo duras críticas ao governante e recordando antigas polémicas.

Começando por referir que Portugal tem um “novo Governo”, o jornal “chama a atenção para a nomeação do Ministro das Finanças: o polémico Fernando Medina”, que faz agora parte do núcleo de António Costa, “depois de admitir várias fugas de informação a Putin sobre  dissidentes russos no exílio português”.



“Mais do que um erro crasso, um erro óbvio, que lhe custou perder as últimas eleições municipais para as mãos do conservador Carlos Moedas”, escreve o jornal, adiantando que Medina “volta agora à arena política ‘premiado’ sem motivo aparente”.

Mas as críticas continuam: “Don Fernando, como é chamado ironicamente por alguns, não ‘amarrotou as roupas’ quando reconheceu os factos, que deram origem a uma chuva de críticas sem precedentes”, lê-se no artigo, que recorda a “tempestade política” desencadeada após o envio de informações pessoais de ativistas russos à Embaixada da Rússia, em Lisboa.

“Da mesma forma, Fernando Medina teve outro desses “deslizes” com a Venezuela porque informou os representantes de Maduro sobre atividades ” antibolivarianas ” na forma de comícios organizados por opositores que denunciavam a repressão em Caracas”, recorda.

O jornal questiona ainda “como é que é possível que um governo democrático da União Europeia tenha enredado por tal labirinto diplomático? Foi o sintoma de que a NATO dificilmente pode confiar em Portugal ou é muito exagerado levantar uma questão deste calibre?”.

Recorde-se que o novo Governo tomou ontem posse no Palácio da Ajuda, com 17 ministros e 38 secretários de Estado (menos 20% de governantes do que no Executivo precedente).

Quanto aos ministros, dos 17 que Costa escolheu só sete continuarão em funções, e apenas seis são reconduzidos na mesma pasta: Mariana Vieira da Silva, Ana Mendes Godinho, Marta Temido, Pedro Nuno Santos, Ana Abrunhosa e Maria do Céu Antunes. No que toca aos secretários de Estado, dos 38 escolhidos, 15 são novos e 23 vão transitar do executivo cessante.

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