“Se a NATO nos provocar temos o direito de pressionar o botão nuclear”, avisa diplomata russo

Dmitry Polyanskiy, vice-embaixador russo nas Nações Unidas, negou ainda que estejam a ser cometidos crimes de guerra na Ucrânia e acusou o exército ucraniano de atacar os seus próprios edifícios e civis

Francisco Laranjeira

O vice-embaixador russo nas Nações Unidas garantiu que a Rússia mantém o direito de usar armas nucleares se o país for “provocado” pela NATO, em declarações à ‘Sky News’. Dmitry Polyanskiy, um dos principais diplomatas da Rússia nos Estados Unidos, partilhou da opinião do porta-voz de Vladimir Putin de que poderia ser apertado o botão nuclear se o país sentir que está a enfrentar uma ameaça “existencial”.

“Se a Rússia for provocada pela NATO, se a Rússia for atacada pela NATO, por que não, somos uma potência nuclear. Não acho que seja a coisa certa a dizer. Mas não é uma coisa certa ameaçar a Rússia e tentar interferir. Então, quando se lida com uma potência nuclear, é claro que tem de se calcular todas os possíveis resultados do seu comportamento”, explicou o diplomata.



“Não acho que estejamos a cometer crimes de guerra na Ucrânia”, garantiu Polyanskiy. “Mas não me cabe avaliar, não estou lá. Têm sido vistos muitos vídeos que são considerados notícias falsas”, apontou, levantando a suspeita de que a Ucrânia estaria a atacar os seus próprios edifícios e civis. “Não foram alvejados”, referiu. “Dissemos desde o início que os nossos militares não são uma ameaça para a população civil da Ucrânia.”

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