Covid-19: Pfizer solicita autorização para uma segunda dose de reforço para pessoas com mais de 65 anos

A 10 de março último, o CEO da Pfizer, Albert Bourla, disse ao ‘Washington Post’ que a variante da Ómicron havia corroído seriamente a proteção oferecida por uma vacina de duas doses, e que uma segunda vacina de reforço provavelmente seria necessária para todos

Francisco Laranjeira

A Pfizer-BioNTech poderá apresentar um pedido para uma autorização de emergência para uma segunda dose de reforço da vacina contra a Covid-19 para as pessoas com mais de 65 anos, segundo revelou esta terça-feira o jornal americano ‘Washington Post’, citando fontes não identificadas – o pedido foi feito à Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, que normalmente costuma ser rápida a aprovar novas vacinas.

A solicitação da Pfizer à FDA está prevista incluir dados de estudos recentes realizados em Israel, no qual uma segunda vacina de reforço já foi autorizada para idosos.



Os idosos já são a faixa etária mais vacinada e mais impulsionada nos EUA: 95% das pessoas com 65 ou mais anos receberam pelo menos uma vacina contra a Covid-19 em comparação com 76,7% da população geral. 88,9% foram totalmente vacinadas em comparação com 65,3% da população geral, enquanto 66,8% receberam uma dose de reforço em comparação com 44,3% da população geral, de acordo com dados do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, nos Estados Unidos

Ao decidir se deve emitir uma autorização, a FDA vai avaliar o que as evidências científicas disponíveis indicam sobre os riscos e benefícios conhecidos ou potenciais de uma dose de vacina para um determinado grupo.

A FDA já foi rápida em aprovar doses de vacina contra a Covid-19 para pessoas mais velhas, que geralmente estão em maior risco de sintomas graves. A 17 de setembro último, o painel consultivo de vacinas da agência votou fortemente contra a autorização da dose da vacina de reforço da Pfizer para todas as pessoas com mais de 16 anos mas votou por unanimidade recomendar uma primeira dose de reforço para pessoas com mais de 65 abis, bem como pessoas “em alto risco de Covid-19 grave”, assim como pessoas cujos empregos poderiam expô-los ao vírus.

A 10 de março último, o CEO da Pfizer, Albert Bourla, disse ao ‘Washington Post’ que a variante da Ómicron havia corroído seriamente a proteção oferecida por uma vacina de duas doses, e que uma segunda vacina de reforço provavelmente seria necessária para todos.

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