Aumento dos combustíveis afeta preenchimento de horários escolares. Pelo menos 25 mil alunos não têm todos os professores

O alerta é da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

Simone Silva

O aumento no preço dos combustíveis agravado pela guerra na Ucrânia tem afetado os professores e o preenchimento de horários nas escolas. O alerta é da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

Em comunicado, o organismo refere que este aumento afeta sobretudo as deslocações dos docentes de casa para a escola, adiantando que “os que se encontram deslocados da área de residência e que têm índices remuneratórios mais baixos, têm as maiores despesas com os transportes”.



“O problema, contudo, não se limita às deslocações de casa para a escola, mas, também às que decorrem de serviço distribuído. Por exemplo: exercício de atividade em diversas escolas do mesmo agrupamento; trabalho em domicílios por parte de docentes que exercem atividade na Intervenção Precoce”, entre outras, sublinham.

A Fenprof indica ainda que “com estes brutais aumentos do preço dos combustíveis, é, até, natural que as dificuldades para o preenchimento de horários que venham a surgir sejam ainda maiores” e dá o exemplo do dia 9 de março, em que “o número de horários por preencher nas “ofertas de escola” era da ordem dos 400”.

Isto corresponde “a mais de 5000 horas, o que significa que, no mínimo, 25 000 alunos estão, neste momento, sem todos os professores”, denuncia o organismo sindical, na mesma nota.

Perante esta situação, adianta, a Federação “apresentou ao governo a proposta de atualizar o valor pago aos docentes que se deslocam por razões de serviço distribuído, em percentagem igual à do aumento dos combustíveis”.

Foi ainda proposto “a todos os que se deslocam das suas residências para as escolas em que estão colocados, a título transitório, um subsídio correspondente ao aumento dos combustíveis, considerado a partir do passado dia 7 de março”.

Para a Fenprof, esta questão “não pode deixar de ser, imediatamente, assumida pelo governo de Portugal: descer o imposto sobre os combustíveis” e “contribuir para pôr fim a uma guerra, injusta e condenável, no respeito pela Constituição da República e pela Carta das Nações Unidas”, conclui.

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