O movimento TVDE (Transporte de Passageiros em Veículos Descaracterizados a partir de Plataforma Eletrónica) volta às ruas esta quarta-feira, 9 de março, em defesa de um setor com preços dignos, mas também a exigir mais apoios para colmatar a subida dos combustíveis.
O ponto de encontro do protesto é às 09h30 do Jamor, em Oeiras, com partida uma hora depois, às 10h30, até ao Palácio de Belém, seguida de marcha lenta pela Marginal, Av. 24 Julho, até à Av. da Liberdade (sentido ascendente, entre a Rua Alexandre Herculano e a rotunda do Marquês de Pombal), local onde são estacionadas as viaturas.
O movimento TVDE surgiu espontaneamente num grupo nas redes sociais e, há oito semanas, que todas as quartas-feiras se junta no Estádio Nacional do Jamor, em Oeiras, seguindo depois até à Avenida da Liberdade, em Lisboa, onde estaciona os carros, seguindo depois os manifestantes apeados aos locais escolhidos para entregar o caderno de encargos e o caderno reivindicativo.
Hoje, o propósito é ligeiramente diferente, não sendo entregue nenhum caderno reivindicativo, uma vez que algumas exigências já foram ouvidas. Assim, por volta das 13h, os motoristas seguem numa marcha apeada em direção ao Ministério do Ambiente, apenas pedindo apoios para os custos de combustível.
Depois da última manifestação que aconteceu na passada quarta-feira, 2 de março, foi anunciado que os três operadores das plataformas TVDE a operar em Portugal tinham concordado com a extensão de matrículas para 10 anos, já que atualmente a lei só permite sete.
Em comunicado emitido na altura, o Movimento TVDE, revelou que após sete semanas de manifestações, em que foram contactadas várias entidades e foram entregues o caderno de encargos e um caderno reivindicativo, e após reuniões com os operadores, algumas das reivindicações foram ouvidas.
O movimento TVDE (transporte de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica) exige mais fiscalização e uma taxa fixa nos serviços.
Em causa, para os motoristas e empresas parceiras (através das quais os motoristas trabalham), estão, entre outras questões, a fixação do valor do quilómetro para 71 cêntimos líquidos e a criação de uma exceção para as empresas ao nível das viaturas, já que, por lei, só podem circular sete anos, havendo parceiros que vão continuar a pagar os carros além disso, disse à Lusa Diogo Fernandes, do movimento.
O movimento pretende ainda que os parceiros e motoristas possam saber “antes da aceitação do pedido” todos os detalhes da viagem, como a morada de recolha, a morada de destino e o valor líquido da viagem, de forma a não percorrem, por exemplo, 15 quilómetros para uma viagem de 2,5 euros.
Os motoristas salientam ainda a necessidade de uma entidade em Portugal para dar o apoio jurídico necessário.
Os motoristas e parceiros pretendem que o valor mínimo por quilómetro esteja regulamentado em decreto-lei, de forma a garantir que estão cobertos os custos mínimos da atividade.
Atualmente, são três as operadoras a trabalhar no país: Uber, Bolt e Free Now, esta última criada a partir da MyTaxi (serviço de transporte em táxis através de uma aplicação de telemóvel) e que integra também os TVDE da antiga Kapten.










