Guerra na Ucrânia: Número de refugiados já atingiu os dois milhões, confirma ACNUR

O Alto Comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, assinalou esta terça-feira na sua conta do Twitter, que o número de refugiados causados pela guerra na Ucrânia atingiu hoje os dois milhões.

Simone Silva

O Alto Comissário da ONU para os Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, revelou esta terça-feira na sua conta do Twitter, que o número de refugiados causados pela guerra na Ucrânia atingiu hoje os dois milhões.

“Hoje, a saída de refugiados da Ucrânia chegou a dois milhões de pessoas. Dois milhões”, escreveu na mesma rede social, assinalando um marco, de um número que não para de crescer.



Horas antes, o responsável fez precisamente essa mesma estimativa, de que o número de dois milhões seria atingido durante o dia de hoje. “Eu penso que vai ser ultrapassada a barreira dos dois milhões, hoje, ou, o mais tardar, amanhã [quarta-feira]”, disse durante uma conferência de imprensa em Oslo.

O alto responsável da ONU referiu-se ao número de refugiados após uma deslocação que efetuou à Roménia, Moldávia e Polónia, três países que fazem fronteira com a Ucrânia que está a ser atacada pela Rússia desde 24 de fevereiro.

As guerras nos Balcãs, na Bósnia e no Kosovo, também provocaram um grande fluxo de refugiados – “cerca de dois ou três milhões mas num período de oito anos” -, sublinhou Grandi. “Agora, foram oito dias”, acrescentou.

O responsável disse ainda que “em várias regiões do mundo vemos coisas destas mas na Europa é a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945)”.

Este número de refugiados é atingido no dia em que a Rússia garantiu abrir os corredores humanitários para a retirada de milhares de civis das principais cidades da Ucrânia e que se encontram sob o fogo da artilharia de Moscovo. Um deles, em Sumy, já foi aberto.

Recorde-se que a Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2.000 mortos entre a população civil.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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