Termina esta sexta-feira à tarde, o prazo para que os candidatos formalizem as candidaturas às eleições presidenciais de França, não podendo fazê-lo depois desta data.
Às 18:00 de hoje, o Conselho Constitucional francês vai decretar quais são os candidatos que conseguiram reunir as 500 assinaturas de eleitos nacionais e locais para formalizar as suas intenções de concorrerem à presidência da República.
O atual presidente e principal candidato, Emmanuel Macron, tinha reunido até ontem 1.785 assinaturas, sendo que o seu partido já está na estrada há alguns meses em pré-campanha. O Presidente francês anunciou na quinta-feira a sua recandidatura numa carta enviada à imprensa local.
O confronto, sugerem as sondagens, deverá ser feito contra Marine Le Pen, que em 2017 foi derrotada na segunda volta com 66% dos votos a favor do atual presidente.
A candidata teve, durante os últimos meses, dificuldade em angariar as 500 assinaturas de deputados, senadores, presidentes de câmara ou conselheiros regionais para avançar com a candidatura oficial, mas poucos dias antes do término do prazo conseguiu reuni-las.
Também um outro candidato de extrema-direita, Eric Zemmour, que segue Marine Le Pen nas intenções de voto de acordo com as sondagens, tinha assegurado que era “muito possível” que não conseguisse as 500 assinaturas de apoiantes até hoje, mas acabou por conseguir.
Éric Zemmour conseguiu angariar nos últimos dias cerca de 620 assinaturas, e Marine Le Pen 503. Já Nicolas Dupont-Aignan, um outro candidato às presidenciais, angariou 532, segundo a lista publicada pelo Conselho Nacional, na terça-feira.
Outros candidatos estavam ainda nos últimos dias também a tentar recolher as assinaturas de que precisam, como o da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon, o único candidato de uma esquerda dividida e enfraquecida que consegue ultrapassar os 10% das intenções de voto, segundo as sondagens.







