“Não temos nada a perder a não ser a nossa liberdade”, diz Zelensky

O líder ucraniano mostrou-se destemido e determinado a enfrentar os contínuos ataques russos, que não têm dado tréguas. 

Simone Silva

As linhas de defesa da Ucrânia mantêm-se contra o ataque russo, garantiu o Presidente Volodymyr Zelensky na sua mais recente declaração, esta quinta-feira, acrescentando que desde a meia-noite não tinha havido descanso no bombardeamento da Ucrânia por Moscovo.

Ainda assim, segundo a ‘Reuters’, o líder ucraniano mostrou-se destemido e determinado a enfrentar os contínuos ataques russos, que não têm dado tréguas.



“Não temos nada a perder a não ser a nossa própria liberdade”, afirmou Zelensky, adiantando que a Ucrânia estava a receber diariamente fornecimentos de armas dos seus aliados internacionais.

O responsável disse ainda que já tinham passado dois anos desde que a Ucrânia registou o seu primeiro caso COVID-19 e “uma semana desde que outro vírus nos atacou”, adiantou referindo-se à invasão da Rússia.

Segundo Zelensky, a mudança de táticas da Rússia e os bombardeamentos de civis nas cidades provaram que a Ucrânia foi bem sucedida na resistência ao plano inicial de Moscovo, de reclamar uma vitória rápida através de um assalto terrestre.

Recorde-se que a Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar com três frentes na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamentos em várias cidades.

As autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças, e, segundo a ONU, os ataques já provocaram mais de 100 mil deslocados e pelo menos 836 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou a “operação militar especial” na Ucrânia com a necessidade de desmilitarizar o país vizinho, afirmando ser a única maneira de a Rússia se defender e garantindo que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional, e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.

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