Hackers na Bielorrússia reivindicaram um ataque aos comboios do país que os paralisaram para impedir novas movimentações de tropas da Rússia para a Ucrânia, revelou esta segunda-feira o jornal britânico ‘The Telegraph’. O grupo ‘Cyber Partisans’ garantiu que os comboios foram parados em Minsk, Orsha e Osipovichi devido à sua ação, com o comprometimento do sistema de roteamento e comutação de dispositivos, tendo mesmo criptografado os dados.
Os hackers alegaram que o ataque foi para “retardar a transferência” de tropas que se deslocam da Bielorrússia para o norte da Ucrânia, dizendo que colocaram os comboios no modo de “controlo manual”, o que “diminuiria significativamente o movimento dos comboios mas sem criar situações de emergência”.
Uma aversão ideológica a situações de alto risco foi expressa também por outros grupos de hackers. O Anonymous, que reivindicou uma série de ataques a bancos e serviços da Rússia, aos sites do presidente da Federação Russa e do Ministério da Defesa também revelou que a infraestrutura crítica é “impossível” devido ao risco de exacerbar a já difícil situação na Europa Oriental.
Sergei Voitehowich, ex-funcionário da empresa estatal Belarus Railway da Bielorrússia, disse que os ‘Cyber Partisans’ danificaram o sistema de controlo de tráfego dos comboios e que, embora tenha sido restaurado, outros sistemas estavam a enfrentar problemas e tornando “impossível comprar bilhetes”.
Noutro registo, o grupo de hackers Anonymous renomeou o iate do presidente russo Vladimir Putin para “FCKPTN” ao vandalizar dados de rastreio marítimo. “Putin, que está a usar esquadrões de hackers e exércitos de trolls contra as democracias ocidentais, está a tomar uma amostra do seu próprio remédio amargo”, escreveram nas redes sociais.
RUSSIAN SUPERYACHT: GO FUCK YOURSELF! #Anonymous #OpRussia #StandWithUkraine pic.twitter.com/wsNlrzjHMm
— Anonleaks📡 (@Theanonleaks) February 27, 2022





