Milionário português sob suspeita do desvio de 60 milhões de euros

Em causa está uma denúncia anónima feita ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), no final de 2015, que investiga suspeitas de branqueamento de capitais, abuso de confiança e fraude fiscal.

Revista de Imprensa

O líder do Grupo Sogema, Bernardo Moniz da Maia, o maior devedor do Novo Banco (NB), está sob suspeita do desvio de 60 milhões de euros de um crédito concedido pelo BES ao seu grupo económico, avança o ‘Correio da Manhã’ (CM).

Segundo a mesma publicação, em causa está uma denúncia anónima feita ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), no final de 2015, que investiga suspeitas de branqueamento de capitais, abuso de confiança e fraude fiscal.



A denúncia aponta que o empresário terá desviado o dinheiro de um empréstimo do BES destinado a um projeto florestal, no Brasil, para pagar parte do crédito de 330 milhões de euros que o BES tinha concedido à Sogema para comprar ações do BCP, em 2007.

O desvio de dinheiro, adianta o jornal, terá sido feito através de um complexo sistema de financiamento em Londres, com recurso a simulações de suprimentos (empréstimos) entre empresas do Grupo Sogema.

O ‘CM’ adianta ainda que Moniz da Maia terá desviado também do controlo do BES as garantias bancárias, dadas para pagamento do crédito, e terá transferido esses ativos para o Luxemburgo, ilhas Virgens Britânicas e Panamá.

Por sua vez esses mesmos bens, terão sido colocados em fundações, que tinham como beneficiários o empresário e a mulher, pertencentes a uma das famílias mais ricas de Portugal, com um património avaliado em mais de 407 milhões de euros.

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