Comissão que investiga ataque ao Capitólio na posse de documentos rasgados por Trump

Estas informações pertencem ao Arquivo Nacional, responsável por manter todos os documentos de trabalho de um presidente após a saída deste da Casa Branca.

Executive Digest com Lusa

A comissão que investiga o ataque ao Capitólio dos Estados Unidos tem na sua posse uma série de documentos rasgados por Donald Trump quando o ex-presidente estava na Casa Branca, segundo noticia o Washington Post.

Estas informações pertencem ao Arquivo Nacional, responsável por manter todos os documentos de trabalho de um presidente após a saída deste da Casa Branca.



“Entre os documentos presidenciais recebidos pelo Arquivo Nacional estavam documentos em papel que foram rasgados pelo ex-presidente Trump”, confirmou a instituição em comunicado à agência AFP.

Algumas folhas de papel foram “recoladas com fita adesiva” por “funcionários de gestão de registos da Casa Branca”, referiu o Arquivo Nacional, acrescentando que outros documentos ficaram como estavam.

De acordo com o jornal Washington Post, estes documentos fazem parte de mais de 700 páginas enviadas pelo Arquivo Nacional à comissão de investigação.

O painel da Câmara dos Representantes investiga não apenas a conduta de Trump em 06 de janeiro, quando este apelou à multidão para “lutar incessantemente” contra o resultado eleitoral, mas também os esforços do republicano meses antes, na contestação da derrota eleitoral ou na obstrução a uma transição pacífica de poder.

A comissão de investigação recusou-se a referir à AFP quais os documentos específicos que foram enviados pelo Arquivo Nacional e quais destes é que estavam ‘rasgados’.

Em meados de janeiro este comité da Câmara dos Representantes tinha confirmado que estava a receber certos documentos “que o ex-presidente esperava manter ocultos”.

Entre as 700 páginas de arquivos recebidas, estão, entre outras coisas, as listas de pessoas que visitaram o ex-presidente norte-americano ou que mantiveram conversas telefónicas em 6 de janeiro de 2021, além de anotações feitas durante essas comunicações.

Ao mesmo tempo, esta comissão parlamentar de maioria democrata, procura obter o testemunhos de familiares do magnata republicano.

Alguns já receberam intimações para prestarem declarações, enquanto outros, como a filha de Donald Trump, Ivanka, foram simplesmente convidados a testemunharem.

O comité pretende divulgar as suas conclusões antes das eleições intercalares, que decorrem em menos de um ano, e onde os republicanos podem recuperar o controlo da Câmara dos Representantes e terminar esta investigação.

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