Desde 1986 que uma explosão num reator da central nuclear em Chernobyl tornou a região numa zona de exclusão, uma verdadeira cidade fantasma, animada apenas pelo regresso da vida selvagem e também de algum turismo, um boom incrementado pela série de ficção com o mesmo nome, lançada há três anos.
Debaixo de um forte contingente militar desde então, a proteção da região foi sempre ponto assente para os responsáveis ucranianos. Agora, esse controlo está a ser reforçado: é que, segundo informações recebidas pelos serviços secretos ucranianos, aquela zona estaria a ser considerada como possível porta de entrada para as tropas de Putin – sobretudo desde que as forças do Kremlin se começaram a acumular na fronteira dos dois países.
São receios que assentam numa razão muito particular, conta o ‘The New York Times’: atravessar aquela terra abandonada seria a forma mais rápida de chegar à capital ucraniana. Equipadas com kalashnikovs e detetores de radiação, várias tropas foram assim enviadas para patrulhar toda a região e procurar sinais de alerta de que a invasão pode estar iminente.
“Este é o nosso território, o nosso país, e temos de o proteger”, disse ainda ao ‘The New York Times’ Yury Shakhraichuk, do Serviço de Fronteiras da Ucrânia – especificando que o papel das tropas é, para já, recolher informações e enviá-las para Kiev.







