Processo de extradição: João Rendeiro regressa esta sexta-feira a tribunal

A audiência acontece um dia depois de terminar o prazo para as autoridades portuguesas formalizarem junto da África do Sul o pedido de extradição de Rendeiro, entretanto cumprido até antes do seu término. 

Executive Digest

O antigo presidente do Banco Privado Português (BPP), João Rendeiro, regressa esta sexta-feira, dia 21 de janeiro, ao tribunal de Verulam, Durban, na África do Sul, para a primeira sessão do processo de extradição.

A audiência acontece um dia depois de terminar o prazo para as autoridades portuguesas formalizarem junto da África do Sul o pedido de extradição de Rendeiro, entretanto cumprido até antes do seu término.



Na última audiência, a 10 de janeiro, foi feita apenas uma atualização sobre o processo e o procurador Navin Sewpersat disse que o Estado recebeu entretanto um quarto mandado internacional para prisão de Rendeiro – depois dos três já anunciados em dezembro.

Rendeiro entrou e saiu da sala de audiências sem prestar quaisquer declarações, regressando à prisão de Westville, província de KwaZulu-Natal, onde permanece há cerca de um mês.

A advogada do ex-presidente do BPP, João Rendeiro, já confirmou que o seu cliente vai comparecer na audiência de hoje, registando melhorias no seu estado de saúde.

June Marks disse que Rendeiro já foi medicado e está melhor da tosse e febre que apresentava, e que o levou a ser transportado para a enfermaria da prisão de Westville, na África do Sul.

Segundo a responsável, Rendeiro vai estar presente no tribunal, apesar de não ser expectável que fale na mesma ocasião e que continue preso depois disso. “A sessão será breve. Estamos a acertar datas para futuras diligências”, disse ao ‘CM’.

Recorde-se que o ex-banqueiro foi preso na manhã do dia 11 de dezembro em Durban, KwaZulu-Natal, África do Sul, por agentes do Bureau Nacional de Crime (NCB) da Interpol, em Pretória.

Condenado a 28 de setembro a três anos e seis meses de prisão efetiva num processo por crimes de burla qualificada, estava no estrangeiro e em parte incerta, fugido à justiça.

A 17 de dezembro de 2021, o magistrado sul-africano Rajesh Parshotam rejeitou libertar João Rendeiro sob caução, como pedia a defesa, pelo que o antigo presidente do BPP permaneceu em detenção provisória ao abrigo da convenção europeia de extradição de que Portugal e África do Sul são signatários.

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