Os números de mortes por gripe em 2017/18 indicam que a carga da Covid-19 agora é comparável à da gripe, segundo revelou Paul Hunter, especialista em doenças infeciosas da Universidade de East Anglia, no Reino Unido. “Uma vez que passámos este pico da Ómicron, excluindo outra variante inesperada que possa reverter todo o nosso processo, estamos perto do ponto endémico”, frisou.
Atualmente, as mortes diárias representam menos de metade da taxa esperada num ano mau de gripe – cerca de 130 pessoas morrem pela Covid-19 todos os dias em Inglaterra em comparação com 1.300 em janeiro de 2021, antes de as vacinas estarem amplamente disponíveis. No entanto, as estimativas do Governo britânico revelam que houve mais de 400 mortes por gripe por dia no pico em 2017/18 e quase 300 mortes diárias no ano anterior.
Paul Hunter observou que a Covid-19 “quase certamente” ficaria mais fraco a cada ano, à medida que as pessoas desenvolvessem imunidade natural e, eventualmente, se tornasse uma constipação comum que afeta apenas os mais vulneráveis.
Durante a temporada de gripe, sobretudo no inverno, devido às pressões trazidas pelo coronavírus, os tratamentos hospitalares de rotina foram interrompidos e os pacientes foram orientados a evitar visitar as unidades de emergência.
John Swartzberg, professor clínico emérito de doenças infeciosas e vacinologia da Escola de Saúde Pública da UC Berkeley, garantiu que a evolução natural dos vírus sugere que a Covid-19, com o passar do tempo, vai tornar-se realmente menos ameaçadora. “Em geral, embora com exceções, as infeções virais tendem a evoluir para mais benignidade. Ou seja, não ajuda o vírus a sobreviver se deixar o seu hospedeiro tão doente que ele fique em casa na cama. Idealmente, do ponto de vista do vírus, o hospedeiro deve estar bem o suficiente para estar com outras pessoas e ainda tossir e espirrar.”








