A época balnear arranca esta quarta-feira, dia 1 de junho, na maioria das praias Norte e Centro do país, depois de ter arrancado a 7 de maio nos concelhos de Cascais, Porto Santo e Porto Moniz e a 15 de maio no distrito de Faro.
Pode consultar aqui a lista completa das praias cuja época balnear entra hoje em vigor, bem como o calendário das restantes, de acordo com o que foi estipulado no decreto publicado em maio, em Diário da República (DR).
Este ano estão incluídas na vigilância 594 praias de banhos, mais 20 do que no ano passado, sendo locais onde a vigilância e a assistência a banhistas estão asseguradas por nadadores salvadores.
Vão estar também à disposição dos utentes 654 águas balneares, um número que engloba mais 11 locais na comparação com o ano passado.
Coincidindo com este arranque, também a vigilância das praias é reforçada a partir de hoje, com 29 viaturas todo-o-terreno e cerca de 100 militares diariamente nas operações de vigilância e socorro, revelou a Autoridade Marítima Nacional.
O dispositivo é semelhante ao do ano passado e conta ainda com oito moto4 e três motos de água, segundo as informações reveladas ontem pelo diretor do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), Rui Santos Pereira, numa conferência de imprensa sobre a época balnear de 2022.
As viaturas, sejam os 29 todo-o-terreno, do projeto “Seawatch”, sejam as motos, do projeto “Praia Saudável”, são operacionalizadas por duplas de militares da Marinha, 76 no total, “todos com curso de nadador-salvador, operadores de viaturas todo-o-terreno” e “curso de desfibrilhador automático externo”, explicou Santos Pereira.
As viaturas do projeto “Seawatch”, que existe desde 2011, estão todas equipadas com Desfibrilhador Automático Externo.
Aos 76 militares que diariamente assegurarão, até 30 de setembro, a vigilância motorizada das praias, juntam-se outros 30 que farão vigilância a pé (26 até 15 de julho e 30 entre 15 de julho e 30 de setembro).
Após 30 de setembro, o dispositivo diminuirá, mas mantêm-se meios no terreno, no âmbito da época balnear de 2022, até ao final de outubro.
Dentro do programa “Praia Saudável”, que existe desde 2005, voltarão a ser feitas este ano campanhas de sensibilização nas praias, depois de terem estado suspensas em 2020 e 2021 por causa da pandemia de covid-19, afirmou Santos Pereira.
Este verão, o ISN conta ter cerca de 5.500 nadadores-salvadores certificados (estão 4.800 neste momento), um número “ligeiramente abaixo” ao dos últimos dois anos.
O diretor do ISN disse que o número é suficiente para responder às necessidades das praias que têm obrigatoriamente de estar vigiadas, mas acrescentou que “não se pode garantir” que “todos esses nadadores salvadores estão disponíveis para trabalhar”.
Em relação ao dispositivo para época balnear, Santos Pereira afirmou que “os resultados até agora têm sido bastante positivos” e os meios são os adequados.
O diretor geral da Autoridade Marítima, o vice-almirante João Dores Aresta, também presente na conferência de imprensa, acrescentou que o “dispositivo tem alguma flexibilidade” e que “esta Marinha é uma Marinha holística”, que está “disponível a reforçar o dispositivo à medida que vá sendo necessário”.
Importa referir que os meios para a época balnear de 2022 são reforçados a partir desta quarta-feira, mas estão já no terreno desde 07 de abril.
Este ano, no âmbito dos projetos “Seawacth” e “Praia Saudável”, foram já feitos nove salvamentos, 32 ações de primeiros socorros e uma busca de criança, tendo sido registadas duas mortes, numa praia sem vigilância, segundo os dados hoje divulgados na conferência de imprensa.
No ano passado, houve 44 salvamentos, 310 ações de primeiros socorros e 19 buscas de crianças desaparecidas.








