Não se esqueça: Trabalhadores das bilheteiras CP e da Rodoviária de Lisboa cumprem greve de 24 horas esta quarta-feira

Greve de 24 horas foi convocada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) em defesa de aumentos salariais que reponham o poder de compra

Executive Digest

O mês de junho arranca esta quarta-feira com duas greves de 24 horas no setor dos transportes, ainda que em vertentes diferentes: uma nas bilheteiras da CP e outra nas carreiras da Rodoviária de Lisboa.

No primeiro caso, os utentes dos comboios da CP vão encontrar as bilheteiras das estações fechadas amanhã, devido à greve de 24 dos trabalhadores da área comercial. A ação foi convocada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), em defesa de aumentos salariais que reponham o poder de compra.



Luís Bravo, da direção do SFRCI, disse à agência Lusa na passada segunda-feira feira que desta vez a greve envolve só os trabalhadores operacionais das bilheteiras e respetivas chefias, que são cerca de 500 em todo o país.

Contudo, para os dias 12 e 23 de junho (véspera dos santos populares de Lisboa e Porto, respetivamente) estão marcadas outras greves com todos os trabalhadores. Entre 3 e 30 de junho estão ainda previstas greves às horas extraordinárias, com a empresa a alertar já para perturbações nos serviços.

“A administração da CP e as tutelas continuam indiferentes ao brutal aumento do custo de vida, com uma taxa de inflação de 7,2%, que poderá ser superior a 10%, isto significa que num salário de 1.000 euros os trabalhadores perdem 72 euros por mês, se for de 10%, significa que os trabalhadores vão perder 100 euros por mês”, disse Luís Bravo.

Segundo o sindicalista, “os trabalhadores do comercial e transportes, perante esta situação, entendem que valores entre 6,50 euros e 12,39 euros acrescidos de 0,14 euros no subsídio de refeição propostos pela CP são insuficientes”, acrescentou.

Os trabalhadores das bilheteiras queixam-se igualmente de “condições de trabalho deploráveis”, em várias estações sem climatização e em instalações com mobiliário desadequado e velho.

Do lado da Rodoviária de Lisboa, os trabalhadores cumprem esta quarta-feira uma paralisação de 24 horas, com início às 03:00, para reivindicar melhorias salariais. Esta será a 13.ª paralisação que os motoristas da RL realizam desde julho do ano passado.

A greve é convocada pelo Sindicato Independente dos Trabalhadores da Rodoviária de Lisboa (SITRL) e terá a duração de 24 horas, com início às 03:00 de amanhã, dia 01 de junho.

Em declarações à agência Lusa, João Casimiro, do SITRL, explicou que as reivindicações dos trabalhadores se prendem com os motivos das últimas paralisações, ou seja, um aumento salarial para 750 euros, de forma a “compensar a subida do salário mínimo”.

Entre as reivindicações dos trabalhadores encontram-se ainda a atualização do salário dos demais trabalhadores na mesma percentagem do que o dos motoristas, a atualização do subsídio de refeição nos mesmos termos percentuais do aumento do salário dos motoristas, a redução do intervalo de descanso para o máximo de duas horas e a valorização da carreira da manutenção.

 

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