Ucrânia: Tribunal volta a ouvir hoje os dois soldados russos acusados de crimes de guerra

As autoridades ucranianas apresentaram acusações de crimes de guerra contra mais dois soldados russos, que têm nova audiência marcada para esta quinta-feira.

Simone Silva

As autoridades ucranianas apresentaram acusações de crimes de guerra contra mais dois soldados russos, que já começaram a ser julgados e têm nova audiência marcada para esta quinta-feira, 26 de maio. 

Na primeira sessão, na semana passada, Aleksandr Bobykin e Aleksandr Ivanov compareceram no tribunal e declararam-se culpados por violar as regras de guerra durante a invasão da Ucrânia pela Rússia.



Os dois estão acusados ​​de bombardear áreas civis da Ucrânia com mísseis GRAD. Os procuradores dizem que ambos operavam um lançador de mísseis, num camião russo. Um deles conduzia o veículo, enquanto o outro disparava atingindo civis na região de Kharkiv.

Este é assim o segundo caso contra russos em apenas algumas semanas, parte do esforço da polícia ucraniana para garantir alguma medida de responsabilidade pelas atrocidades cometidas durante a invasão.

No primeiro julgamento, Vadim Shishimarin foi acusado de disparar e matar um ucraniano de 62 anos durante as primeiras semanas da guerra. Acabou por ser condenado a prisão perpétua.

Recorde-se que a Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas das suas casas – cerca de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,2 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também as Nações Unidas disseram que cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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