Zelensky alerta Rússia: “É claro que os ocupantes terão de deixar a Crimeia e todas as outras cidades onde ainda fingem ser os proprietários”

Tudo aconteceu num discurso transmitido ontem, dia em que se assinalou os três meses de conflito.

Simone Silva

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, alertou a Rússia de que terá que devolver todos os territórios que ocupou até aqui, durante a invasão, incluindo a Crimeia.

Num discurso transmitido ontem, dia em que se assinalou os três meses de conflito, o responsável avisou que todo o território soberano da Ucrânia, invadido pelos russos, terá que ser devolvido.



“É claro que os ocupantes terão de deixar a Crimeia, assim como Kherson, Melitopol, Enerhodar, Mariupol, e todas as outras cidades e comunidades onde [os russos] ainda fingem ser os proprietários. Não são definitivamente os proprietários”, afirmou.

No vídeo, de cerca de sete minutos, o líder ucraniano fez ainda um balanço das vítimas e da destruição, mas também das vitórias que a Ucrânia tem alcançado, ao conquistar novamente cidades invadidas pela Rússia.

Houve ainda espaço para reagir às últimas declarações que dão conta de uma desaceleração deliberada da Rússia no campo de combate, algo que Zelensky não acredita que esteja realmente a acontecer, considerando que simplesmente o país estar a perder contra a Ucrânia.

“Quase 30 mil soldados russos foram mortos, mais de 200 aviões foram abatidos, milhares de tanques estão perdidos”, e “eles querem encobrir isso com a mentira de que não estão a lutar com a força máxima?”, ironizou o presidente ucraniano.

Por último, o responsável quis ainda deixar mais um apelo aos “parceiros” da Ucrânia, voltando a reforçar o pedido de ajuda. “Estou grato a todos os parceiros da Ucrânia que nos ajudam. Mas sublinho uma e outra vez: quanto mais esta guerra durar, maior será o preço de proteger a liberdade não só para a Ucrânia, mas também para todo o mundo livre”.

“Portanto, o fornecimento de armas pesadas à Ucrânia – MLRS, tanques, anti-nave e outras armas – é o melhor investimento na manutenção da estabilidade no mundo e na prevenção de muitas crises graves que a Rússia ainda está a planear ou já provocou”, concluiu.

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