Costa na conferência do Dia da Europa: “Adesão à UE não pode ser a única resposta em situações de emergência”

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu esta segunda-feira que adesão de países à UE “não pode ser a única resposta em situações de emergência, como a que a vemos agora na Ucrânia”.

Simone Silva

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu esta segunda-feira que adesão de países à UE “não pode ser a única resposta em situações de emergência, como a que a vemos agora na Ucrânia”.

Em declarações aos jornalistas em Estrasburgo, França, no âmbito da conferência que assinala o Dia da Europa, o governante sublinhou que “independentemente do que se venha a decidir, todo o processo (de adesão) vai ser muito longo. Basta lembrar que a própria adesão de Portugal demorou 9 anos”.



Em causa está a eventual adesão de países como a Finlândia e Suécia à NATO, tendo já sido apontadas datas para uma decisão acerca desse assunto: 12 de maio no caso finlandês e 15 de maio no sueco.

O responsável falou ainda sobre o contraste das celebrações, neste dia 9 de maio, em Moscovo e na Europa. “Acho que é particularmente contrastante a celebração do Dia da Europa, o dia da paz , com uma parada militar (na Rússia), enquanto na União Europeia se celebra o fim da guerra com uma manifestação de paz, de cidadania”, afirmou.

Questionado sobre o discurso do presidente da Rússia, no Dia da Vitória, o responsável concordou que tal se deve ao facto de Putin estar a perder a guerra. “Eu acho que é evidente que esta guerra tem estado a ser perdida pela Rússia desde o início”, referiu.

“Primeiro no seu prestigio internacional, no respeito que mereceria pelo respeito pelo direito internacional, e manifestamente pela rejeição clara que o povo ucraniano tem revelado”, sublinhou.

Segundo o governante, Vladimir Putin acabou por unir a NATO e a União Europeia como há muito não acontecia, algo que, “seguramente”, não desejava.

“E pelo facto de ter conseguido o que seguramente não desejava, uma união que há muito tempo não existia no seio da Nato, e uma união que há muito tempo não existia na União Europeia”, acrescentou.

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