Governo estuda programa de telefones fixos nas celas para reduzir taxa de suicídio nas prisões portuguesas

Catarina Sarmento e Castro, ministra da Justiça, anuncia medida na Assembleia da República

Francisco Laranjeira

O Governo pretende reduzir o número de suicídios nas prisões portuguesas e equaciona a possibilidade de arrancar com um programa que permita disponibilziar telefones fixos nas celas dos reclusos, garantiu esta quarta-feira a ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, na Assembleia da República.

Na audição parlamentar no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2022, a responsável pela Justiça adiantou que está a ser testada uma solução de assistência de saúde à distância para os reclusos. “Estão já no terreno projetos de utilização dos serviços de saúde à distância, com colaboração do Serviço Nacional de Saúde, uma vez que o integram”, assinalou Catarina Sarmento e Castro.



Sobre a colocação de telefones nas células, a governante garantiu que o programa “tem tido resultados do ponto de vista da diminuição das taxas de suicídio, e tem-no provado lá fora”, defendendo ainda a “valorização remuneratória” da carreira de guarda prisional, sublinhando que o OE2022 prevê 5 milhões de euros para a atualização do suplemento de risco.

“Constitui mais um inequívoco sinal da firme intenção deste Governo e do ministério da Justiça, em particular, de melhorar as condições de trabalho destes profissionais”, apontou a ministra, que realçou estar a decorrer um concurso de admissão de 150 guardas prisionais depois de, ao longo dos últimos quatro anos, terem sido admitidos “mais de 400 efetivos”.

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