Terceiro período arranca hoje com 21 mil alunos sem todos os professores

Físico-química, Informática e Português são as disciplinas em que há mais dificuldade para encontrar professores. Quando a áreas geográficas, é nos distritos de Lisboa e Setúbal, onde o problema tem vindo a agravar-se. 

Simone Silva

O terceiro período letivo arranca esta terça-feira, dia 19 de abril, terminando entre os dias 7 e 30 de Junho, dependendo do nível de ensino e da realização ou não de exames. Pode recordar aqui o calendário completo.

Mais uma vez a falta de docentes é uma questão que continua a preocupar os sindicatos e neste recomeço de aulas não é exceção, havendo neste momento cerca de 21 mil alunos sem todos os professores.



Físico-química, Informática e Português são as disciplinas em que há mais dificuldade para encontrar professores. Quando a áreas geográficas, é nos distritos de Lisboa e Setúbal, onde o problema tem vindo a agravar-se.

“Os dados que usamos para estimar o número de alunos afetados pela falta de professores correspondem aos horários por preencher lançados pelas escolas diariamente na plataforma para efeitos de contratação de escola”, começa por explicar o professor Vítor Godinho, membro do Secretariado Nacional da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), numa resposta enviada à Multinews.

O responsável adianta que na semana de 28 de março a 1 de abril, “apontávamos para 28 mil o número de alunos que não tinham pelo menos um dos seus professores”, uma realidade que se alterou entretanto.

“Já na semana de 4 a 8 de abril (a última do segundo período), o total de horas que constituíam os horários lançados a concurso pelas escolas apontam para uma aparente redução do número de alunos sem a totalidade dos seus professores para cerca de 21 mil”, esclarece.

Ainda assim, Vítor Godinho sublinha que “esta redução poderá ser apenas aparente, pois poderá decorrer de parte das escolas com horários por preencher não os ter lançado, face à proximidade da semana de interrupção entre o 2.⁰ e o 3.⁰ períodos, tal como, de resto, aconteceu na interrupção entre o 1.⁰ e o 2.⁰ períodos”.

“Para sabermos o número de professores em falta e, através dele, o número de alunos afetados por essa falta, no início do 3.⁰ período, teremos de aguardar pelo início da segunda semana de aulas para termos os dados completos da primeira”, conclui.

Professores entregam petição na AR

No mesmo dia do arranque das aulas, os professores entregam na Assembleia da República uma petição com cerca de vinte mil assinaturas a pedir medidas como um regime específico de aposentação ou a eliminação da precariedade.

A iniciativa é da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) que vai entregar o documento na terça-feira, primeiro dia do terceiro período de aulas.

A recomposição da carreira docente, uma “avaliação justa”, um regime específico de aposentação, a eliminação da precariedade e “o fim dos abusos e ilegalidades nos horários de trabalho” são algumas das mudanças enumeradas no documento.

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