Donald Trump sublinhou num tom desafiante numa entrevista ao The Washington Post que se arrepende de não ter marchado com os seus apoiantes rumo ao Capitólio no dia 6 de janeiro do ano passado, um dia que ficou eternizado de forma infame na história dos Estados Unidos pelo ataque ao Capitólio, um dos símbolos da democracia americana.
Após o seu discurso inflamável perante milhares de apoiantes, o antigo presidente disse que fez pressão para marchar com os seus apoiantes rumo ao Capitólio, mas foi impedido pelos agentes dos serviços secretos.
“Os serviços secretos disseram que eu não podia ir. Eu teria ido para lá logo”, indicou Trump ao Post. O antigo presidente teceu ainda elogios ao tamanho da “tremenda multidão” que participou na marcha “Save America”.
No mês passado o Washington Post e a CBS News relataram que a comissão da Câmara dos Representantes que está a investigar o ataque ao Capitólio estava a analisar se Trump tinha usado telemóveis descartáveis para fazer chamadas no dia 6 de janeiro. O eventual uso desses telemóveis estaria relacionado com a omissão nos registos da Casa Branca de um período de sete horas e 37 minutos de chamadas, e que abrange a altura do ataque.
Nesta entrevista, Trump voltou a negar ter usado telemóveis descartáveis e salientou que não destruiu os registos de chamadas. Ao invés, afirmou que não recebeu muitos telefonemas nesse dia.
“Relativamente às chamadas, não me lembro de ter recebido muitas. Porque deveria interessar-me quem me ligou? Se os congressistas estivessem a ligar para mim, que diferença faria? Não havia nada de secreto quanto a isso”, explicou Trump.
Trump assinalou que não foi contactado pelo comissão que investiga o ataque ao Capitólio, mas não foi esclarecedor sobre como iria responder caso fosse contactado.





