A China é suspeita de recrutar cirurgiões para recolher órgãos para transplantes em prisioneiros vivos, sugeriu uma nova pesquisa australiana, citada pela ‘Sky News’.
O estudo da Universidade Nacional Australiana, publicado no American Journal of Transplantation, analisou milhares de documentos médicos da China e revelou o comércio clandestino de extração de órgãos do país.
Atualmente, a extração de órgãos de prisioneiros executados é legal na China. No entanto, esta nova pesquisa revela que os prisioneiros foram operados enquanto ainda estavam vivos.
Ativistas de direitos humanos disseram que as evidências “contam uma história terrível de assassinato e mutilação na China” e as histórias que saem do país são “quase terríveis demais para acreditar”.
O objetivo do estudo era apurar se um prisioneiro era classificado como estando em ‘morte cerebral’ antes de os seus órgãos serem recolhidos. Em 71 casos, a “morte cerebral não pôde ser declarada”, de acordo com registos de transplantes chineses.
“Nestes casos, a remoção do coração durante a colheita de órgãos deve ter sido a causa da morte do dador”, afirma Matthew Robertson um dos autores do estudo, citado pela ‘Sky News’.
O responsável acrescenta: “Como estes dadores de órgãos só poderiam ter sido prisioneiros, a nossa descoberta sugere fortemente que os médicos na República Popular da China participaram na execução por remoção de órgãos.”
As cirurgias foram realizadas em prisioneiros no corredor da morte, bem como em prisioneiros de consciência – pessoas que são encarceradas por serem quem são ou pelo que acreditam.
Os autores do estudo alegam que a prática, que a China nega conduzir, já acontece há cerca de três décadas, com outros órgãos como fígados e rins a ser recolhidos em pacientes vivos.





