Duas das ilhas que fazem parte das Ilhas Virgens Americanas tornaram-se nos refúgios de Jeffrey Epstein, o magnata norte-americano acusado de abuso sexual e de gerir um esquema de tráfico sexual, que envolvia menores. As ilhas paradisíacas de Little Saint James e Great Saint James tornaram-se conhecidas como as “Ilhas dos pedófilos” por serem palco das infames festas de Epstein.
Agora, ambas as ilhas estão à venda por 113 milhões de euros, segundo o The Wall Street Journal. O valor está bem acima do investimento que Epstein fez para comprar as ilhas.
A ilha de Little Saint James custou-lhe sete milhões de euros, e o magnata tornou-a na sua residência permanente em 2010. A ilha de Great Saint James foi mais cara. Epstein adquiriu-a por 20 milhões de euros em 2016.
Entre os visitantes famosos que passaram por estas duas ilhas, há dois que se destacam: Donald Trump e o príncipe André.
O antigo presidente dos Estados Unidos mantinha uma amizade próxima com Epstein. Já o príncipe André foi acusado de abuso sexual por Virginia Giuffre, e o alegado crime terá sido cometido numa destas propriedades.
O filho da rainha Isabel II conseguiu um acordo extrajudicial com Giuffre e evitou desta forma ir a julgamento. André negou sempre ter abusado sexualmente de Giuffre.
O advogado que gere o património de Epstein, Daniel Weiner, afirmou que o dinheiro da venda das duas ilhas vai servir para pagar os processos judiciais que estão pendentes.
Jeffrey Epstein suicidou-se na cela onde estava detido em Nova Iorque em 2019.





