A polícia italiana da cidade de Bréscia apreendeu mais de 170 mil euros à eurodeputada italiana de extrema-direitita Stefania Zambelli, no âmbito de uma investigação a crimes de fraude e mau uso de fundos da União Europeia, designados aos seus assistentes e assessores parlamentares.
As autoridades congelaram contas bancárias e apreenderam carros de luxo em Bréscia, onde vive Zambelli, na quinta-feira, mas só agora a investigação foi revelada, com origem e a cargo da procuradoria-Geral Europeia (EPPO).
A investigação centra-se em quatro assistentes que trabalham em Itália para Zambelli, que está pela primeira vez como eurodeputada, e é membro do comité de empredo.
Em causa estarão crimes de fraude. Um porta-voz da EPPO nega que o caso esteja relacionado com o escândalo de corrupção no Parlamento Europeu, conhecido como ‘Qatargate’, em declarações ao Politico.
De acordo com a lei italiana, não foi necessário o levantamento da imunidade parlamentar de Stefania Zambelli para que fosse alvo dos arrestos. Até ao momento, no entanto, ainda não foi feita uma acusação formal.
“Os quatro membros do staff [de Zambelli] não levavam a cabo as atividades relacionadas com a função para a qual foram contratados, só as desempenhavam parcialmente, e documentavam falsamente as suas atividades no Parlamento Europeu”, sustenta a PGR europeia em comunicado.
Segundo as autoridades, Zambelli está “diretamente relacionada” com pelo menos uma das pessoas que contratou, e alegam que por isso beneficiou também da fraude.
“Quero apontar que nem eu nem os meus colaboradores cometemos qualquer ato ilegal. O nosso trabalho tem sempre sido marcado pela maior lealdade e transparência para com as Instituições e o coletivo”, escreveu nas redes sociais a eurodeputada italiana, confirmando ser alvo de uma investigação.



