Termina amanhã, dia 21 de fevereiro, a partilha de contas na Netflix em Portugal, data limite dada aos subscritores para configurar a sua localização principal.
“A Netflix destina-se a ser partilhada numa única residência por pessoas que vivem na mesma localização”, explicou a empresa ao esclarecer que vão ser usadas informações, como os endereços IP, os identificadores dos dispositivos e a atividade da conta, para identificar se o dispositivo com sessão iniciada está associado à localização principal.
Caso o cliente não atualize esta informação, a Netflix vai fazê-lo de forma automática com base nessas informações. Apesar desta alteração, vai continuar a ser possível partilhar uma conta por um valor acrescido. Para adicionar um membro novo terá de pagar 3,99 euros por mês por pessoa, contudo o número de utilizadores é limitado.
Tal como antes, existem três planos na plataforma, mas nem todos possibilitam a existência de uma conta partilhada. O plano Base, que custa 7,99 euros por mês, não permite esta opção, para acrescentar uma pessoa que não viva na mesma casa à sua conta tem de optar pelo plano Standard, que custa 11,99 euros e, no caso de ter uma pessoa adicional, terá de ser pago mais 3,99 por mês.
Se pretender adicionar mais do que uma pessoa vai ter de escolher o plano Premium que permite acrescentar, no máximo, duas pessoas, por um valor de 19,98 euros por mês, ou seja, a soma da mensalidade de 15,99 euros com os 3,99 euros. Caso acrescente dois membros, terá de pagar mais 3,99 euros, o que resultará num total de 23,97 euros por mês.
Ainda que os membros adicionais tenham a própria conta e perfil, a mensalidade é sempre cobrada na conta principal. Portugal não é o único país onde foram impostas novas regras para a utilização da plataforma, também o Canadá, Nova Zelândia e Espanha, enfrentam as mesmas restrições. Anteriormente, a Netflix tinha já testado este sistema na América do Sul, incluindo o Chile, Costa Rica, Peru, Argentina, República Dominicana, El Salvador, Guatemala e Honduras.
A empresa insiste na garantia, expressa no comunicado de quarta-feira, de que as novidades não terão impacto na utilização do serviço em viagem.
“Os subscritores que têm uma segunda casa ou viajam frequentemente para o mesmo local devem abrir a aplicação Netflix num dispositivo pessoal enquanto estão ligados à rede Wi-Fi na sua localização principal uma vez por mês, e depois quando chegam à segunda localização, para tornar as viagens mais fáceis e sem problemas”, pode ler-se num comunicado publicado pela empresa.
A Netflix fornece assim este link onde esclarece como configurar ou atualizar a localização principal para que os utilizadores continuem a poder usar a plataforma ou iniciar sessão quando forem de férias ou estiveram numa segunda casa.
Esta mudança foi motivada pelo aumento da concorrência no mercado de streaming e consequente diminuição de assinaturas, o que também se deve à inflação. A quebra de lucros da empresa tem influência no seu investimento em produções de grande qualidade, o que a Netflix pretende combater.




