Míssil russo violou o espaço aéreo da Moldávia antes de entrar na Ucrânia

“O Ministério da Defesa, em cooperação com as estruturas responsáveis do país, acompanha de perto a situação na região e condena veementemente a violação do espaço aéreo da Moldávia”, referiu o organismo estatal.

Beatriz Maio

A Moldávia confirmou que o míssil russo violou o seu espaço aéreo antes de entrar na Ucrânia, esta sexta-feira. “O Ministério da Defesa, em cooperação com as estruturas responsáveis do país, acompanha de perto a situação na região e condena veementemente a violação do espaço aéreo da Moldávia”, referiu o organismo estatal.

“Às 10h18, um míssil atravessou o espaço aéreo da República da Moldávia, sobre a cidade de Mocra, na região da Transnístria e, posteriormente, sobre a cidade de Cosauți, no distrito de Soroca, rumo à Ucrânia”, acrescentou em comunicado onde frisa que as autoridades responsáveis ​​do país estão a acompanhar “atentamente a situação na região e condenam veementemente a violação” do seu espaço aéreo.



embaixador russo terá sido convocado com urgência, pela Moldáva, após o incidente desta manhã por acreditar que pelo menos um míssil, que estava a caminho da Ucrânia, sobrevoou o seu espaço aéreo, relata a Reuters. 

Já a Roménia alega que os mísseis russos não sobrevoaram o seu espaço aéreo “em nenhum momento”. O Ministério da Defesa da Roménia, que é membro da NATO, confirma que o espaço aéreo da Moldova foi atravessado por mísseis, mas os dispositivos “não chegaram a espaço aéreo romeno” e refere que os sistemas de vigilância detetaram o que parecia ser um míssil de cruzeiro lançado de um navio russo perto da Crimeia.

O comandante-chefe das forças armadas da Ucrânia, Valeriy Zaluzhnyi, disse que dois mísseis Kaliber, lançados do Mar Negro, entraram no espaço aéreo moldavo, tendo depois voado para o espaço aéreo romeno, antes de chegarem à Ucrânia, informa o Ukrainska Pravda.

Perante esta ameaça, a Ucrânia tinha a capacidade de abater os mísseis, mas não o fez porque não queria pôr em perigo os civis em países estrangeiros, explicou o porta-voz da força aérea ucraniana.

A ofensiva militar russa começou dia 24 de fevereiro de 2022 na Ucrânia e a Rússia com o presidente da Rússia Vladimir Putin, a justificar com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para a segurança do seu país, ataque que foi condenado pela generalidade da comunidade internacional que tem respondido com sanções.

Mais de sete mil civis morreram e cerca de 12 mil ficaram feridos, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) que alerta para o facto de os números reais serem muito superiores.

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