As empresas de transportes vão passar a cobrar bilhete aos antigos combatentes portugueses a partir de abril. Até agora isentos de pagamento, a mudança deve-se ao facto de o Estado não pagar aos operadores e empresas há 18 meses (um ano e meio).
Um ex-combatente de 78 anos, que esteve nas Forças Armadas entre 1960 e 1968, lamenta ao Correio da Manhã ter sido surpreendido pelo anúncio do corte do apoio nos transportes públicos. “É uma bofetada aos antigos combatentes”, considera, acusando o Estado de desrespeitar os ex-combatentes.
Já Luís Cabaço Martins, líder da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros, relata ter recebido muitas queixas de empresas que tinham disponíveis os passes de antigo combatente, e explica que o Estado deve até 10 milhões de euros, e que “não tem o direito de fazer políticas sociais à conta das empresas”.
O Ministério da Defesa, tutelado por Helena Carreiras, ainda não reagiu às acusações.







