Depois de uma greve que paralisou o país há um mês, a Grécia volta hoje a ser palco de uma série de protestos e greves, no setor público e privado, que prometem lançar o caos.
Os protestos foram convocados pela Confederação de Trabalhadores Civis da Grécia (ADEDY), a Confederação Geral de Trabalhadores Gregos e pela Federação Marítima Pan-helénica, e voltam a ser motivados pelo desastre da colisão entre dois comboios em Tempi, que matou 57 pessoas.
“o crime em Tempi não pode ser abafado. Nos pedimos a vida que merecemos, uma vida com direitos, com um futuro melhor e para os nossos filhos”, considera a ADEDY em comunicado.
Os controladores aéreos juntaram-se também à greve, pelo que é expectável o cancelamento de muitos voos e aviões parados nos aeroportos. As companhias aéreas Aegean e Olympic Air cancelaram todos os voos previstos.
Os protestos estendem-se a todos os transportes: os trabalhadores dos autocarros vão fazer paragens nos serviços no início e fim dos turnos, segundo adiantou o sindicato, com os serviços normais apenas a ocorrerem entre as 9h00 e as 21h00. Os ferrys também vão ficar em terra, com os funcionários a participarem na greve.
O metro de Atenas também irá estar a circular durante todo o dia com constrangimento de horários e com serviço só em algumas linhas,
A central sindical diz que a greve se destina a “exigir o fim das políticas de privatização e para pedir a responsabilização real daqueles que são os causadores do acidente de comboios em Tempi”.





