Elon Musk fez os funcionários do Twitter “cair como moscas” durante uma reunião virtual que visou demissões em massa, segundo revelou Justine de Caires, ex-engenheira sénior que trabalhou na sede do Twitter, em São Francisco, que descreveu, em entrevista à ‘CNN’, a sua experiência quando soube que perdeu o emprego.
De Caires frisou que a reunião culminou uma semana “que foi um remoinho”, uma vez que a maioria trabalhava no novo recurso do Twitter Blue, em turnos longos e em algumas ocasiões noite dentro.
“Nessa noite, enviei uma alteração de código e, talvez uma hora depois, ouvi alguns dos meus colegas a dizer que laptop estava com um ecrã estranho e que não conseguiam fazer login”, apontou.
“Devagar, percebemos o que estava a acontecer e acabámos por entrar num Google Meets juntos. Vimos muitos colegas cair como moscas. Foi uma sensação muito estranha de chicotada”, explicou a ex-funcionária.
Em novembro último, Musk demitiu metade dos cerca de 8 mil funcionários da empresa num esforço para cortar custos, sendo que De Caires estava entre os demitidos.
De Caires e outros cinco funcionários do Twitter entraram com uma ação coletiva contra o gigante tecnológico a 3 de novembro último, alegando quebra de contrato e violações da Lei WARN, que exige que as empresas alertem os trabalhadores antes de demissões.
Uma moção adicionada ao processo apontou que os trabalhadores receberam a promessa de um pacote de indemnização generoso após a aquisição do Twitter por Elon Musk, e que foram dissuadidos de procurar emprego durante o período em que decorria a aquisição.
Segundo revelou o ‘New York Times’, houve funcionários que só descobriram ter sido despedidos depois de não conseguirem aceder aos emails ou mesmo aos laptops da empresa.














