A Reserva Federal (Fed) dos EUA decidiu subir a taxa de juro de referência em 25 pontos base, para um intervalo entre 4,75 e 5%, a maior desde setembro de 2007 – a 16 de março de 2022, a taxa situava-se em 0,5%. Este é o segundo aumento consecutivo de 0,25pp, sendo que o último foi realizado em fevereiro. Esta é a 9ª alta consecutiva na taxa de juros norte-americana.
A turbulência no setor financeiro após as falências do Silicon Valley Bank e do Credit Suisse não alteraram o plano de combate à inflação do Fed.
“O sistema bancário dos EUA é sólido e resiliente. Os acontecimentos recentes devem resultar em condições de crédito mais restritivas para famílias e empresas e pesar na atividade económica, nas contratações e na inflação. A extensão desses efeitos é incerta. O Comité permanece altamente atento aos riscos de inflação”, pode ler-se no comunicado do banco central americano.
“O Comité procura alcançar o máximo de emprego e inflação à taxa de 2% no longo prazo. Em apoio a essas metas, decidiu aumentar a faixa de meta para a taxa de fundos federais para 4,75 e 5%. O Comité vai acompanhar de perto as informações recebidas e avaliará as implicações para a política monetária”, explicou o Fed, que reassumiu a sua luta para colocar a inflação a 2%.














