A Mercadona abriu um escritório em Bruxelas para ter mais visibilidade na Europa e para estar no centro do setor de distribuição. Para além disso, a retalhista quer estar em contacto direto com as instituições europeias que são as principais responsáveis pela legislação e regulamentação em toda a União Europeia.
A empresa liderada por Juan Roig pretende, com este novo escitório na capital belga, “ter maior visibilidade e poder partilhar melhor e explicar o seu modelo às instituições europeias”, revelou a Mercadona no seu relatório anual.
A retalhista mantem-se em estreito contacto com as autoridades europeias e é membro da EuroCommerce, a principal associação europeia de distribuição e comércio, há mais de 15 anos.
O grupo de distribuição alimentar detém atualmente mais de 1.670 supermercados e 99.000 trabalhadores em Espanha e Portugal, e tem mais doze filiais e escritórios noutros países. Algumas delegações procuram garantir o abastecimento de determinados produtos de origens muito específicas, como alguns alimentos da Itália, o abacaxi da Costa Rica ou produtos da África do Sul e China.
Com este novo escritório a retalhista também pretende ampliar fornecedores e aprimorar o relacionamento direto com eles para garantir suas compras internacionais em escala global.
Recorde-se que a cadeia espanhola de supermercados registou em 2022 vendas de 737 milhões de euros em Portugal, mais 77,6% face a 2021, e um prejuízo de 50 milhões, que compara com 64 milhões de euros negativos no ano anterior.
Na apresentação dos resultados feita hoje em Valência, o presidente da empresa líder de mercado em Espanha, Juan Roig, avançou que a Mercadona prevê investir 280 milhões de euros em Portugal ao longo de 2023.
No ano passado, as vendas consolidadas em base constante da Mercadona aumentaram 11%, para 31.041 milhões de euros. Deste total, 30.304 milhões correspondem à faturação da empresa em Espanha e os restantes 737 milhões de euros são relativos a Portugal, onde conta atualmente com 39 lojas.
Em 2021, as vendas da Mercadona nas 29 lojas que então detinha em Portugal tinham sido de 415 milhões de euros.
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