Turbulência no Credit Suisse deixa buraco de 2,6 milhões de euros no Fundo da Segurança Social

O Credit Suisse deixou um buraco de 2,6 milhões de euros no Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), depois deste perder praticamente 95% do que tinha investido no credor suíço que foi comprado esta semana pelo UBS.

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O Credit Suisse deixou um buraco de 2,6 milhões de euros no Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), depois deste perder praticamente 95% do que tinha investido no credor suíço que foi comprado esta semana pelo UBS.

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Os dados do último relatório e contas mostram que o FEFSS tinha adquirido mais de 171 mil ações do Credit Suisse por cerca de 2,77 milhões de euros, e que perderam quase tudo, ficando apenas com 119 mil euros, já considerando o rácio de troca de 22,48 ações do Credit Suisse por uma do UBS.

A compra do credor suíço pelo UBS depois do colapso registado na semana passada, faz com que o Fundo da Segurança Social passe a ter uma participação no UBS.

Na semana passada, a Ministra do Trabalho e da Segurança Social, Ana mendes Godinho, minimizou as preocupações com estes números, referindo que a exposição da Segurança Social era “ínfima”, e que estas perdas representam um grão de areia perante os mais de 23 mil milhões de euros geridos pelo Fundo.

O FEFSS já estava a ser penalizado pelo Credit Suisse há vários anos, tendo acumulado até 2021 perdas potenciais de 1,3 milhões de euros no portefólio do fundo.

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Este Fundo é uma reserva da Segurança Social e pretende assegurar o pagamento de até dois anos de pensões. De acordo com o último relatório de contas, até à primeira metade de 2022, só tinha provisões para cerca de ano e meio.

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