Os operadoras de petróleo e gás no Mar do Norte estão em alerta pelo “tsunami” de agitação social depois de os trabalhadores terem decidido avançar para greve: segundo o sindicato Unite, cerca de 1.400 dos seus membros de várias empresas que operam na Plataforma Continental do Reino unido (UKCS) estão envolvidos na ação de protesto.
Assim, o sindicato deixou o alerta: as plataformas e instalações offshore ficarão “paralisadas”.
“As empresas de petróleo e gás receberam rédea solta para desfrutar de enormes lucros inesperados no Mar do Norte. As concessões de perfuração são efetivamente licenças para imprimir dinheiro”, garantiu Sharon Graham, secretário-geral da Unite, sublinhando que “1.400 trabalhadores offshore estão prontos para entrar em greve contra os patrões que estão a arrecadar mas a recusar dar-lhes uma parte justa do bolo. Isso vai criar um ‘tsunami’ de agitação social no setor offshore”.
“A Unite recebeu um apoio sem precedentes em favor da ação de luta na plataforma continental do Reino Unido. É o maior madato que recebemos num geração”, referiu John Boland, diretor industrial da Unite, em declarações aos britânicos do ‘The Evening Standard’.
“Não há dúvida de que isso está diretamente relacionado com empresas de petróleo e gás a colher lucros recorde enquanto a força de trabalho recebe os restos da mesa”, acusou o responsável.














