28% das empresas de produtos cosméticos encontram-se em risco de incumprimento

O setor de produtos cosméticos em Portugal estava a assistir a um crescimento constante nos últimos anos, no entanto, não escapou aos efeitos negativos da pandemia. Dados recentes mostram que 28% das empresas deste setor se encontram em risco de incumprimento.

André Manuel Mendes

O setor de produtos cosméticos em Portugal estava a assistir a um crescimento constante nos últimos anos, no entanto, não escapou aos efeitos negativos da pandemia. Dados recentes mostram que 28% das empresas deste setor se encontram em risco de incumprimento.

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De acordo com dados do Insight View da Crédito y Caución, o volume de negócios do setor caiu 16% em 2020, em comparação com o ano anterior, parte devido à redução das vendas em lojas físicas, devido ao encerramento temporário de muitos estabelecimentos comerciais, e outras restrições impostas pela pandemia.

Uma análise ao setor revela que o setor é composto quase na sua totalidade por microempresas, que representam cerca de 92% das empresas, e metade delas tem entre dois e 10 anos. Lisboa (33%) e Porto (19%) são as cidades onde se encontram a maioria destas empresas, mas existem também noutras regiões do país como Braga (8%), Setúbal (8%) e Aveiro (5%).

Os dados da Crédito y Caución mostram que 43% das empresas de produtos cosméticos são consideradas de risco médio, 28% de risco elevado e 29% de risco baixo. Dentro das empresas que se encontram com um risco máximo ou elevado de incumprimento, apenas 7% foram constituídas nos últimos 10 anos, sendo que o escalão que apresenta o maior risco de incumprimento é o de 16 a 25 anos, com 38%.

As empresas de produtos cosméticos passaram a receber dos seus clientes em média a 24 dias, um aumento de 9% face a 2021, e passaram a pagar aos seus fornecedores em média a 116 dias, uma subida de 17%.

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“Esta tendência pode ter uma variedade de implicações para as empresas, incluindo uma pressão maior no fluxo de caixa, maior risco de incumprimento com fornecedores, bem como a necessidade de gerir cuidadosamente o prazo médio de recebimento e pagamento para manter um balanço financeiro adequado”, considera a Crédito y Caución.

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