Os bancos na europa registaram o seu pior dia desde junho de 2022. O índice bancário europeu, o STOXX, caiu mais de 4%, tendo sido registadas quedas para a maioria dos principais credores.
Os resultados das ações dos bancos europeus foram impactados pelo sell-off de vários credores nos EUA, que resultaram em perdas do outro lado do Atlântico para credores como o HSBC, com uma queda de 4,5%, ou o Deutsche Bank, de 7,9%. As ações da italiana UniCredit e da Intesa Sanpaolo também registaram quedas acentuadas.
Esta queda nas ações foi motivada pelo Silicon Valley Bank, um importante parceiro bancário do setor de tecnologia dos EUA, que foi forçado a fazer um novo levantamento de capital depois de vender um pacote de títulos com prejuízo para dar resposta à procura dos depositantes por dinheiro, revela a ‘Reuters’.
“O mercado está a tratar isto como um potencial risco de contágio”, disse Antoine Bouvet, estrategista sénior do ING, sediado em Londres, à agência noticiosa.
Bouvet alerta ainda que uma potencial crise em todo o sistema bancário dos EUA possa ter uma probabilidade de contágio na Europa.
A crise do Silicon Valley Bank é o resultado do risco que os bancos correm ao oferecer “dinheiro fácil”, pois a oferta de depósitos mais altos para atrair clientes também pode afetar os lucros dos bancos, tendo um grande impacto nos seus investimentos e afetando o seu capital.














