Cancro poderá custar 25.200 biliões de dólares nos próximos 30 anos, aponta estudo

Relatório publicado no “JAMA Oncology’ debruçou-se sobre 29 tipos de cancro em 204 países

Francisco Laranjeira

O custo total do cancro para a economia global poderá atingir 25.200 biliões de dólares internacionais entre 2020 e 2050, segundo apontou um relatório recente publicado no ‘JAMA Oncology’: no estudo, foram analisados 29 tipos de cancro em 204 países e concluiu que destes – incluindo traqueal, brônquico e pulmonar, cólon e reto, mama, fígado e leucemia – representam cerca de metade desse custo.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

Segundo a publicação ‘Al Arabiya’, os dólares internacionais são uma moeda internacional frequentemente utilizada em análises económicas e comparações entre países.

O estudo apontou ainda que, sem mais investimentos, o cancro pode custar à economia global um acumulado de 25.200 biliões de dólares em custos de saúde, mão de obra perdida e economias gastas nos próximos 30 anos.

A análise destacou ainda que o custo de certos tipos de cancro difere em todo o mundo, com o cancro da mama e cervical a ter um maior impacto económico na África Subsaariana e o cancro do pulmão a ser o mais caro nos países ricos.

De acordo com o relatório, medidas preventivas, como políticas para reduzir o uso de tabaco e exames regulares de cancro podem ajudar a combater doenças caras como o cancro do pulmão ou cervical – embora o tratamento do cancro seja caro, o custo de não o abordar é ainda maior, defendeu o estudo, que apontou que os investimentos em prevenção e pesquisa são cruciais para reduzir o ónus económico do cancro na economia global.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Embora três quartos das mortes causadas por cancro ocorram em países de baixo e médio rendimento, a análise constatou que mais da metade do custo global vai ocorrer em países de alto rendimento, com a China e os Estados Unidos a arcar com os maiores encargos, o que se deve em parte às suas grandes populações mas também ao elevado custo dos cuidados de saúde nos Estados Unidos.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.