A economia paralela em Portugal ronda atualmente os 50 mil milhões de euros, o suficiente para pagar 66 meses, ou mais de cinco anos, de salários nas Administrações Públicas.
A informação foi avançada pelo Vice-presidente do Observatório de Economia e Gestão de Fraude, Óscar Afonso, à ‘Renascença’, que revela que as atividades paralelas representam, pelo menos, 25% do total da economia.
Em 2015 o peso da economia não registada no PIB rondava os 44 mil milhões de euros, valor que subiu em oito anos para 50 mil milhões de euros, valor que deve ter em consideração o peso da inflação.
Assim, de acordo com as contas da mesma fonte, e tendo em conta que a remuneração mensal base de um trabalhador da Função Pública é de 1.027,5 euros, este valor daria para pagar o equivalente ao salário de 66 meses de trabalho.
A evasão fiscal é a dominante na economia paralela, “os chamados biscates”, mas o crescimento da economia paralela está mais relacionado com os casos de corrupção, revela Óscar Afonso.














