As questões de igualdade de género estão na agenda de muitas empresas portuguesas, como é o caso da Altice Portugal. Ana Figueiredo, CEO da empresa de telecomunicações, acredita que o caminho tem sido positivo, e que Portugal não deve “desperdiçar um grande potencial enquanto país”.
“O tema da igualdade de género em Portugal tem feito um caminho positivo e ultrapassado muitas barreiras. A Lei da Paridade foi fundamental e fez com que o número de mulheres em cargos de liderança, no setor privado, subisse mais de 20 pontos percentuais (de 5,4% em 2010 para 28,1% em maio de 2021)”, explica a executiva.
Para Ana Figueiredo, os desafios passam, essencialmente, pelo equilíbrio entre vida familiar e profissional e pelo reconhecimento de competências sem critério de género.
A CEO da Altice Portugal acredita que o nosso país deve criar mecanismos para a inclusão que possibilitem que as mulheres possam ter uma vida profissional equilibrada e que, em simultâneo, não discriminem os homens por quererem aceitar a sua paternidade.
Destaca ainda que as mulheres são mais de metade da população portuguesa, e que desde 1986 que há mais mulheres do que homens nas universidades e politécnicos. “Só posso concluir que estamos a desperdiçar um grande potencial enquanto país”, diz, acrescentando que compete também às mulheres, em cargos de gestão, criar oportunidades e dar o exemplo a outras mulheres.
Ana Figueiredo enfatiza ainda o compromisso da Altice em ter 40% de mulheres em cargos de gestão até 2030. “Ainda há poucas mulheres no setor das tecnologias de informação e nas engenharias em Portugal e cabe às empresas como a Altice dar o exemplo nesse sentido”.
Ainda neste âmbito a Altice participa na iniciativa ‘Engenheiras por um Dia’, com o Instituto Superior Técnico, para estimular a presença de mulheres nas áreas tecnológicas e está presente como membro fundador do iGen, o Fórum de Organizações para a Igualdade.
Também a MEO, marca do Grupo Altice, tem desempenhado, também aqui, um papel importante como marca de causas ao defender os direitos humanos, incluindo os das mulheres.
“A igualdade de género deve ser intrínseca aos valores das empresas. Só conseguimos inovar e contribuir de forma global se tivermos diversidade nas equipas, pessoas com backgrounds sociais diversos e inclusivos”, sublinha Ana Figueiredo.













