António Costa garantiu, esta terça-feira, que o processo de privatização da TAP vai prosseguir, apesar da exoneração do chairman e CEO da companhia aérea, respetivamente Manuel Beja e Christine Ourmières-Widener decretada esta segunda-feira pelo ministro das Finanças, Fernando Medina.
“A TAP tem um plano de reestruturação cuja execução está a ser cumprida com grande sucesso e antecipando os bons resultados. A própria UE elogiou a forma como está a ser executado esse plano de reestruturação, o que não se pode retirar o crédito do trabalho da CEO do conselho de administração”, apontou o primeiro-ministro, no final da sessão de inauguração do primeiro projeto de injeção de Hidrogénio Verde na rede de gás natural em Portugal.
“A demissão do chairman e da CEO da empresa em nada retira aquilo que deve ser o reconhecimento objetivo de que os resultados da execução do plano de reestruturação da TAP têm sido positivos. Isso é algo que fica a crédito desta administração”, assumiu António Costa.
No entanto, “outro tema é o facto de ter havido um contrato que suscitou dúvidas de legalidade. O Governo fez o que lhe competia, que foi determinar à IGF (Inspeção-Geral de Finanças) que fizesse uma auditoria a esse contrato e concluiu pela ilegalidade do mesmo. Fez um conjunto de recomendações em que uma das quais o acionista, ou seja o Estado, deveria avaliar o que devia fazer aos dois membros da administração que assinaram o contrato”, explicou António Costa.
“Foi o que o Governo fez e entendeu que deveria determinar a demissão do chairman e CEO da empresa. O resultado do relatório só poderia ter determinado esta solução”, frisou.
Apesar das mudanças, o “processo de privatização assenta na qualidade e potencial da TAP e na forma como o plano de reestruturação tem vindo a ser seguido. As condições para a privatização não estão postas em causa e há várias empresas interessadas em participar no processo, que vai prosseguir”, assegurou.














