Apesar de haver caminho para a igualdade de género e oportunidades muito longo a percorrer, Marisa Pires, Country Sales Head Portugal da AEG, acredita que que “caminhamos para uma abolição de preconceitos”.
Marisa Pires acredita que uma mulher que queira progredir para cargos de liderança e responsabilidade tem que ter uma rede apoio familiar ou externa que lhe permita compatibilizar horários exigentes, viagens e assim ter a disponibilidade de tempo mas também a segurança de que todas as áreas estão cobertas.
Para além disso, afirma que cabe às empresas básico é tratar de igual forma os trabalhadores e as trabalhadoras, seja numa situação de licença de paternidade ou de maternidade, seja no dia a dia quando há necessidade de dar apoio à família, quando uma das crianças fica doente ou é necessário acompanhar um familiar mais velho.
“Mas esta é apenas a ponta do iceberg. Talvez a face mais visível desta evolução que a nossa sociedade tem vindo a fazer”, sublinha.
“Esta igualdade tem de ser condição obrigatória em muitas situações do dia a dia como a promoção interna, a atribuição de salários equivalentes, a não discriminação de pessoas com brackground diferentes. Sejam homens ou mulheres, mais jovens ou mais velhos, independente da nacionalidade, etnia, religião ou orientação política. Até diria que mais do que a experiência anterior, a atitude e a vontade de evoluir fazem a diferença”.
A executiva destaca ainda que as mulheres também têm a responsabilidade de acreditar em si, que podem fazer a diferença, que no final do dia o que conta são os resultados.
Marisa Pires explica que a AEG pertence a um grupo sueco, “por isso eu diria que levamos um avanço considerável neste tema da igualdade de géneros. Posso dizer que, no meu caso particular, tenho 3 filhos, e isso nunca foi um problema, sendo que algumas das promoções internas ocorreram aquando do regresso da licença de maternidade. Nunca senti que internamente o facto de ser mulher me tivesse limitado”.
Desta forma, acredita que a evolução foi um processo natural, decorrente da dedicação, capacidade e dos resultados alcançados.
“Penso que a evolução, ainda que mais lenta do que gostaríamos, vai no sentido de apoiar este caminho pela igualdade. Seria muito interessante que os governos percebam que a demografia é um dos principais problemas do país, com implicações ao nível económico e social. E que só com uma política concertada de apoio à natalidade se pode inverter a tendência atual”, destaca.
Para Marisa Pires, as cadeiras das universidades ocupadas por raparigas são um indicador que traz otimismo a este longo caminho para a igualdade. “Acredito que caminhamos para uma abolição de preconceitos para que uma mulher ou um homem possa seguir o caminho profissional que sonham, sem barreiras nem obstáculos sociais”, termina.














