Diminuir a diferença – ou equiparar – entre os salários entre homens e mulheres na força de trabalho pode impulsionar a economia mundial em cerca de 7% – ou 7 biliões de dólares, segundo apontou um relatório da Moody’s Analytics. Mas ao ritmo anual, pode levar 132 anos para o mundo acabar com a diferença económica de género.
O impulso económica chegará à medida que mais mulheres ingressarem na força de trabalho e houver um aumento da produtividade, sendo que uma parcela maior de mulheres em cargos de responsabilidade também ajudará, apontou o relatório.
“Fechar a lacuna de género na participação da força de trabalho e a lacuna de género na gestão nos países da OCDE pode aumentar a atividade económica global em aproximadamente 7%, ou cerca de 7 biliões de dólares de hoje”, apontaram Dawn Holland e Katrina Ell, diretores da Moody’s Analytics, no relatório, que sublinhou que diminuir a diferença salarial em mercados emergentes, como a Índia, aumentaria ainda mais esse potencial.
O relatório debruça-se sobre o aumento salarial que as mulheres dos países da OCDE, entre os 25 e 64 anos, teriam se o seu ordenado fosse igual ao dos seus colegas homens da mesma faixa etária em 2021. “Isso por si só aumentaria a produção potencial na OCDE em quase 10% e a produção global em 6,2%”, escreveu a Moody’s Analytics.
O relatório apontou para “responsabilidades familiares assumidas pelas mulheres”, que destacou que as mulheres eram “menos propensas” a pedir promoções enquanto eram mantidas em padrões mais elevados do que os homens. “Mudar as normas sociais é um processo demorado e complexo mas políticas como impor condições de trabalho flexíveis, fornecer assistência infantil a preços acessíveis e fornecer licença de paternidade pagas ajudam a impulsionar a mudança na direção certa”, escreveu a Moody’s.
O Banco Mundial, num relatório recente, acrescentou que a discriminação manteve a diferença salarial entre géneros. “Os preconceitos e as desigualdades de género que colocaram as mulheres em ocupações de baixa remuneração, como diferenças nos empregos e nas horas trabalhadas, bem como as responsabilidades desproporcionais das mulheres, contribuem para a diferença salarial entre os géneros”, disse o Banco Mundial.
“A persistência dessa disparidade de rendimento entre homens e mulheres afeta negativamente o crescimento da economia de um país”, afirmou, acrescentando que 119 economias do mundo têm espaço para melhorar os seus marcos legais para reduzir a diferença salarial entre homens e mulheres.














