O Aeroporto Schiphol de Amesterdão quer reduzir para 460 mil os atuais 500 mil voos por ano, uma “etapa intermediária necessária” para minimizar a poluição sonora e as emissões: o Royal Schiphol Group, empresa holandesa de administração de aeroportos, será forçado a reduzir o número de movimentos de voos em 40 mil, ainda que seja necessário definir um cronograma para os cortes.
“Estamos totalmente comprometidos em reduzir o ruído e as emissões. Para conciliar essas preocupações, é importante que um novo sistema seja implementado em breve, que proteja os residentes locais e ofereça perspetiva e clareza para o sector de aviação”, pôde ler-se no comunicado do aeroporto.
Embora Schiphol veja a redução de voos como um passo necessário, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) contestou a legalidade das reduções obrigatórias de voos, argumentando que esta decisão política do Governo holandês viola o Regulamento da União Europeia 598/2014 sobre restrições operacionais relacionadas ao ruído nos aeroportos da UE.
O diretor-geral da IATA, Willie Walsh, frisou que os Países Baixos estão a atrapalhar a sua economia ao destruir ligações aéreas, em violação das leis da UE e das suas obrigações internacionais.
Schiphol está focado em limitar os voos, lamentou o responsável, em vez de trabalhar com a indústria apra atingir metas de redução de ruído e emissões, restaurar empregos e revitalizar a economia no pós-pandemia da Covid-19.
A IATA sublinhou ainda que o sector aéreo está constantemente a implementar aviões mais silenciosos, tendo reduzido os níveis de ruído em 50% na última década.














